Newborn” – EP menino, de sujo berço, que hoje tão débil nos parece. Lá, rompendo no seu interior, vagas noções do que extremo é e do que extremo não será. Preâmbulo à boca do negrume lançado, bamboleando entre breakdowns e atrevimentos crust. Dúvidas não mais tivemos quando “The Becoming” serviu de alvorada ao contrário, flectindo-nos a carcaça e obrigando-nos a contemplar a argúcia post-apocalíptica servida em catorze tortuosos e humanos minutos. Após esse quarto de hora, já sabíamos para onde nos guiaria “I Am Not What I Am“: para o fim.

Fomos, mas, os Young And In The Way frustrando, voltámos. “When Life Comes To Death” articula-se como um sumário julgamento, sentenciando-nos – repulsivos prevaricadores que teimam à vida fincar os dedos. Ele, o disco, locuciona-se sempre como metadona para quem à existência é adicto. Exórdio fúnebre. Orienta-se pelo signo da obliteração, para ela nos arrastando, de joelhos ulcerados e alma à purga entregue, desde o descerro “Betrayed By Light”.

“Fuck This Life”, versículo segundo, de súbito eclode, representando nos YAITW a astúcia sua, que a têm quando a chance de afogar o seu black metal na peçonha hardcore surge. O lead de guitarra que por lá brada, arrogante tal a melódica eminência, bofeteia-nos. Despontam depois outras cadências, resquícios de uma misantropia que nos Craft encontramos vislumbres, vertendo ácido low-tune em “We Are Nothing” e “Weep My Dust”. Não mais são do que exéquias numa moribunda marcha, desvalida caminhando em via-não-sacra.

Disso nos apercebemos quando a cerimonial “Shadow Of Murder”, de hálito acústico, nos prepara o espírito rumo à ensaguentada poena mortis. Baptizada “Embrace Extinction”, ela deposita-nos a coroa que nos espinhos encontra ornamento e, num epopeico crescendo, como nos YAITW não há semelhante, ergue-nos na Gólgota para de lá jamais escaparmos. Sobra-nos o silêncio.