I really hate your face
I hate the things you do
I know you don’t like me
I’m coming after you

I really hate your face
I hate the things you do
I know you don’t like me
I’m gonna bury you

Poesia por Dixie Collins. Duas estrofes murmuradas sobre um melódico órgãozinho MIDI, roubado à paróquia lá do sítio ou desenterrado à campa onde os Peaches & Herb se enfiaram, abrem “Goliathan”. Todos sabemos para o que vamos. Mortalhas, um grinder para não se perder grainha que seja e a planta que alivia o glaucoma. Ir sem isto para um álbum de Weedeater é como errar no dia em que a namorada faz anos, não há perdão.

Daí que o jogo de expectativas não exista. Para quê motivá-las, alimentá-las, quando sabemos o que vamos encontrar logo depois? O sludge drogado dos Weedeater já bateu lá no topo com “God Luck And Good Speed” e agora é fumar as réplicas. “Goliathan” não é o melhor charro de sempre, mas alegra. A campónia “Battered & Fried” que mete uma moedinha no bluegrass estupidamente dirty south ou a punk “Bully” [o mais próximo que estaremos de Buzzov*en neste século] contracenam com o doom-bitoque-à-casa que os Weedeater fazem tão bem. Diga-se que nunca os gravares ressoaram tão carnudos e nisso a responsabilidade é toda de Steve Albini, que lhes gravou um disco analogicamente e com os overdubs reduzidos à menor potência possível. É um live record sem o ser e um mimo para quem tem boas aparelhagens.