Foram cerca de trinta dias de intenso debate. Desde meados de Novembro que estamos a pensar sobre que discos mereciam ser considerados, por nós, como os melhores deste ano. À falta de consenso, só podíamos resolver as coisas de duas maneiras: à porrada ou com a democracia. Juntámos os dois métodos e lançámos os discos a rolar, numa espécie de corrida, para ver quais é que iriam mais longe.

O álbum de M83, com o seu equilíbrio trabalhado entre melodias pop e camadas de sonhos, foi o que melhor deslizou até ao primeiro lugar. Em segundo, ficaram os Altar of Plagues que, em 2011, equalizaram o seu black metal sui generis com frequências mais graves, que lhes permitiam equilibrarem-se com toda a segurança no segundo lugar. Para encerrar o pódio, ficaram osFucked Up com o seu David Comes to Life, que usaram o peso épico de Damian Abraham para se deslocar até à linha de chegada – claro, o vocalista pegou na banda às cavalitas, como faz com alguém em todos os concertos, e levou-os até à vitória.

O disco do português do ano é, sem sombra para dúvidas, o beloPalácio de Filho da Mãe. Esse grande Filho da Mãe erigiu uma obra de belos contornos coríntios, cheio de ornamentos e de complexa arquitectura. Não falta nada na sua única guitarra para fazer da sua música uma obra de arte e é pena que ainda só se saiba disso em Portugal. Esperemos que isso mude.  André Forte

Discos PA’ 2011

  1. M83Hurry Up, We’re Dreaming
  2. Altar of PlaguesMammal
  3. Fucked UpDavid Comes to Life
  4. Wolves in the Throne RoomCelestial Lineage
  5. GrailsDeep Politics
  6. Bon IverBon Iver
  7. YOBAtma
  8. Nicolas JaarSpace is Only Noise
  9. Real EstateDays
  10. PJ HarveyLet England Shake
  11. Touché AmoréParting the Sea Between Brightness and Me
  12. Light BearerLapsus
  13. Filho da MãePalácio
  14. Barn OwlLost in the Glare
  15. Blut Aus Nord777 – The Desactification
  16. IndianGuiltless
  17. CorruptedGarten der Unbewusstheit
  18. MamifferMare Decendrii
  19. DestroyerKaputt
  20. Thurston MooreDemolished Thoughts

Para esta lista contribuíram, por ordem alfabética:

  • Ana Beatriz Rodrigues
  • André Forte
  • António M. Silva
  • Carlos Miranda
  • Emanuel Pereira
  • Gonçalo Trindade
  • João Torgal
  • Lais Pereira
  • Tiago Esteves
  • Vítor Bruno Pereira