Bebedeiras existenciais. E há outras? Não creio. Eu trabalho num bar há sete anos, sei do que falo, já as apanhei, já as curei, já as aturei e já as vomitei. Elas voltam. Os fundos de garrafa tornam-me tolerável e tornam-te simpático, adiam por dias decisões trágicas, filosofias irremediáveis sobre o que nem sequer conhecemos bem. Dão-me um fulgor de imortalidade que termina de joelhos numa latrina com cheiro a podre, um ciclo de noites perdidas, feridas abertas em pugilatos inconsequentes, navalhas que tombam por não aguentarem sequer mais um dia de tédio. Acho que os The Body e os Krieg percebem do que falo, porque o álcool é comum aos malditos.

“We’d known each other for years after meeting randomly at a show neither of our bands were playing and had since forged a relationship based on negativity towards others and a familial bond. Apparently both sides had the same idea because I was going to approach them at a show in Philadelphia but before I got it out of my mouth they broached the topic. A few years later I found myself at Machines With Magnets with 48 hours and no real game plan. Everything occurred naturally and in those two days we managed to create something that was unlike either of our usual noise, something rusted and dismal. It was a very satisfying creative experience working with Chip and Lee and I’d love to do it again.” Neil Jameson, Krieg

O ódio une-nos. E não gostando particularmente de ninguém, muitos menos de partilhar algo com desconhecidos, fica por aqui o primeiro tema da colaboração entre The Body e Krieg que traz de novo a At The Loss às notícias. Que editora do caralho.