Foi com algum alívio que se constatou que o terceiro dia tinha um início tardio. Já passava das 21H quando, com o começo deNightbringer, se passava algo de verdadeiramente interessante. Para trás, ficavam calças de licra, mais death metal, “Xatokrev” e viagens ao “Big Manus”.

Os norte-americanos começaram pois na altura certa. Black metal ocultista e com uma forte componente ritualística no concerto foi o que a banda do Colorado trouxe numa actuação bastante única. Algumas das caras eram bastante conhecidas, mas não se trata apenas de um colectivo all-star como provaram os temas do excelente “Ego Dominus Tuus” do ano passado.

Com bem menos subtileza e detalhe, os finlandeses Impaled Nazarene irromperam pelo palco principal. O som estava péssimo, houve muita coisa tocada ao lado e foi… do caralho. IN é uma banda suja e sempre se deram bem no meio da podridão. Fazia mais sentido há dez anos com outro tipo de forma, mas foi bom na mesma: TOTAL WAR!

Em sentido completamente inverso estilisticamente, estiveram os alemães Ahab. O último grito no que ao funeral doom mais modernaço diz respeito, a banda não desiludiu. O som esteve impecável e deu para perceber bem o poder dos riffs monolíticos e da cadência arrastadíssima da banda. Os cinquenta minutos passaram a correr e bem que podiam ter sido mais até porque foram interrompidos por Entombed A.D.. Há coisas que já deveriam ter morrido e, se querem um acrónimo para pôr em frente de um nome lendário como Entombed, se calhar o melhor seria RIP.

Os bons momentos regressaram com Lvcifyre. A bestialidade deMenthor fez-se sentir, e bem, durante a actuação dos ingleses. Um autêntico tsunami em forma de war metal que fechou na perfeição aquele que geralmente é o palco mais interessante do SWR.

Esperemos que nos próximos anos, haja bandas que, depois de sequências terríveis, sejam fáceis de descartar. No dia 2 foram os Gutalax, no dia 3 foi Skull Fist. Sobrou a festa na Arena com Cangarra e Jibóia a alimentarem a festa até às tantas.

Foi bom, foi molhado e drenante de energias. Foi Barroselas.