Por respeito, vamos lá começar pelos mais velhos. Poderiam ser os The Talking Heads, mas estes manos britânicos sempre preferiram meter a guitarra onde os outros metem a boca, aham, salvo seja. E, blá blá blá, fala-se muito do psicadelismo, do ‘psaique’, mas sobre isso devíamos todos fazer a barba, deixar de fingir que estamos no Woodstock quando no fundo hoje em dia até há páginas do WikiHow sobre como mandar um ácido, e ouvir o que estes tipos têm para tocar. E têm muito, que o fazem há quase trinta anos. O ano passado o Paul Allen esteve no festival com Anthroprophh, mas agora vem com os amigos e têm fome.

The Bug será sempre um eterno retornado do Milhões, tal como é de qualquer sítio por onde passe. Lembro-me de um vez o ter apanhado quase por engano numa edição qualquer do Supersonic e de ele ter conseguido desfazer aquela plateia em merda. E estamos a falar de gajos habituados a Sunn O))), Godflesh, etc., mas aconteceu ali uma cena qualquer o tipo: “Olha, que giro aquele comboio ali ao fundo” e de repente… BAM! O comboio não era assim tão giro, não vinha assim tão lento, tu estavas em cima da linha e acabaste de dar uma trabalheira aos tipos que vão ter de remover os teus bocados dos carris. É preciso ter cuidado com isso, com o The Bug, seja qual for a encarnação que ele escolher para pilotar a locomotiva. Desta vez traz fato-macaco, balaclava e a Miss Red para embalar.

Bixiga 70, vindos do Brasil, também confirmados. 21-24 de Julho, sítio de sempre, bilhete geral à venda por 50€ até 10 de Maio.