Lightning Bolt - "Fantasy Empire"
8Thrill Jockey

Quod nihil scitur (Que nada se sabe), já o dizia o nosso Francisco Sanches, que muitas bofetadas agrafou na escolástica. Desconheço tanto também eu, Sanches: as pretensões de os Lightning Bolt, velhos cada vez mais, regressarem. Os seus níveis de serotonina. As protusões matemáticas, que as há, engendradas num caos desordenado por aparência e vaidade.

O que sei: os suores orgásticos transcritos em bits e basslinespervertidas existem. Permanecem como essência – raison d’êtrede Lightning Bolt, que encaixam os quadris na turbulência e navegam pela criteriologia dos loucos. Contra o vento, de estibordo invertido, de costas para a inércia de Coriolis, mas de alvo certo: o esfreganço tântrico entre homem e máquina, o cruzamento bestial entre as incontinências mentais humanas e as linearidades binárias do CPU. As segundas distorcem as primeiras num queixume metálico e num tribalismo que está por vir. Brian Chippendale marca o tempo de um império por realizar, que não é o quintopessoano, mas o fantástico onde todos os umbigos serão obstruídos por serial numbers. A distopia dissonante?