Hoo-ah! Os Killimanjaro desceram putos pelo corrimão, bateram à porta com a pica toda, atiraram-nos “Hook” para o colo e, tau, valente bordoada. Foi em 2013. Agora é vê-los, crescidos e consistentes, a fazerem as malas para que a Europa os conheça, que o corteja arranca hoje no Porto pelo Maus Hábitos e só acaba a 4 de Abril em Lisboa no Sound Bay Fest. Um monte de cidades estrangeiras pelo meio, Santiago de Compostela não está, mas espero que levem Graciano Saga em cassete… Eu vooooouuuu

Fecha-se o ciclo “Hook” com esta tour europeia. Como é que resumem tudo o que vos aconteceu desde o lançamento do disco?

Foi tudo muito depressa. Nesta tour não vai ser a mais de 100km/h que a carrinha vai cheia. Tirando isso, 2014 foi talvez o ano mais completo que tivemos. Tanto que este ano nem sabemos bem o que fazer depois da tour.

Como é que se prepararam para esta epopeia? Pediram dicas a pessoal que está mais habituado a correr pela Europa?

Sim. Pedimos um monte delas. Isso e alguns treinos de comer vegan, que vai ser o pão nosso (sem queijo) de cada dia :D

Alguma cidade em particular que vos esteja a despertar aquela pica extra?

Lausanne. Primeiro por ser uma cidade de tugas, segundo por ser numa squat (não sei bem como imaginar a cena ocupa na Suíça, onde tudo havia de ser direitinho), e terceiro porque esses mesmos confirmaram o show e nunca mais voltaram a responder aos emails, deram apenas uma morada e um “yes”.

Vão trazer souvenirs para a família?

Inevitavelmente, sim.

Há um artigo na Noisey do baterista dos Pop. 1820 em que ele diz que é impossível  engatar uma miúda em tour e dá argumentos bastante válidos. Esmoreci-vos ou já são todos rapazes bem comprometidos?

Ainda que estando os três de nós bem comprometidos, engatar é a parte fácil. Difícil é a logística para a o que se segue.

“Hook” c’est fini. Já andam a engendrar o próximo disco? Como vai ser esse verão?

Nesta tour já vamos andar a experimentar malhas novas, e mal voltemos a casa continuaremos o trabalho de composição que andava a ser feito. Acho que vamos ter menos concertos este ano, vai ser um ano mais virado para festivais, o que nos vai deixar algum tempo a mais para fazer este novo disco. O objectivo é gravar no final do ano, mas não nos comprometemos para já. De resto, podemos dizer que, se estiverem afim de um exercício de imaginação, o novo disco emoldura-se nuns Pink Floyd de 1970 a fazerem covers dos dois primeiros álbuns de Iron Maiden, e agora imaginar isso à moda do Minho.