Num desfiladeiro atolado de pessoas, até chegar próximo do palco, o caminho fez-se aos zig zag. Chegando à meta, podemos finalmente olhar em frente, esvaziar a nossa mente e facilmente somos empurrados pela corrente psico-galática. Quatro moçoilos com um estilo completamente random, apesar de uma ou outra camisa listrada e florida a relembrar os 70s mas demasiado foleiras, a sua grande imagem de marca é a simpatia e a espontaneidade.

Boogarins - Musicbox, Lisboa

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Um pano de fundo espacial, com estrelas, planetas e cometas desenhadas na primária, cobre a parede do palco, servindo de embalo para visitarmos “Manual”, o último álbum da banda. Percorremos por “6000 dias (ou Matra dos 20 anos)”, “Truques” e abrandamos em “Tempo” onde o vocalista, que brinca com a garrafa de água, vislumbra a plateia de forma sedutora e até mesmo inebriante. Partilham um charro de uma forma estranhamente romântica para a ocasião, o público fecha os olhos, pulam para “Avalanche” e cantam deliciados. Descemos até à terra e com “Doce” oferecem-nos imagens de um cenário bucólico com borboletas, coelhos, cascatas, montanhas e prados verdejantes.

Boogarins - Musicbox, Lisboa

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Boogarins estavam radiantes com a reciprocidade e aproveitaram para brincar com os seus irmãos apoiantes ecoando “Brazil Caralho”.  Sem vontade nenhuma para terminar, e aclamados pelo público, esticam as suas músicas com improviso, realizando um show de bola de quase duas horas.

Boogarins - Musicbox, Lisboa

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