«Where is the bar?», perguntou para o ar, à saída da portinhola que dá para o backstage, um dos elementos People Of The North, acabara de terminar o seu concerto. Estava atordoado. «It’s right there», confirmou um dos guitarritas de Oneida. Para que não se confundam, fique já claro que a última dedica-se a pedddy-papersintergalácticos e brumas secas e a primeira fica-se pela exploração dos vértices do subsolo.

Alguns charros acesos adivinham ganas de divagação, e pessoas vão sempre entrando depois da hora, atrasadas para a tertúlia à porta da sala, do futebol a dramas laborais, familiares e amorosos. A metade, como a lua nessa noite, assistiu o aquário à primeira actuação. Complicado descrevê-la sem parecer um parvo armado em museólogo de tuk-tuk, além de que ocuparia demasiadas linhas e paciência. Fiquem com as explicações de quem as pode dar. Confrangedor é o rebanho de mão no queixo que habitualmente visita a ZDB, se como primeira actuação algum dia receberem um tipo a tocar pífaro, por certo haverão confrontos no local.

Até perto das 23H, os cinco elementos dos Oneida foram osPeople Of The North, integrando-se guitarra, violino avant-garde [David Maranha] e emaranhados electrónicos ao devaneio jazz do teclista e baterista da banda de Brooklyn, criando-se desde ali tuneis em demolição invertida, sem espaço para pensamento. Tipos peculiares, todos com sintomas evidentes de uma trip de ácidos. Dois dos quais, um dos guitarras e o man dos sintetizadores e afins, sem uma patilha de expressão; os outros três a rebentar de emoção, com destaque para o louis armstrongna bateria e o morrisson das teclas.

«We see you on the other side», disseram-nos. Mas ainda há espaço para pensar como é que gajos que fazem música assimtêm em casa trabalhos de merda à espera, confessaram-nos que os irão deixar para ficar uma semana em Portugal, mas foi somente um rasgo ou um desejo – aquele era o último concerto da sua “mini-tour-europeia”. E tocaram de forma a que disso não duvidássemos. Uma hora e quarenta passada e lá nos reencontrámos, depois de uma potente estopada de som, uma senhora cabeçada de céu e uns bons uppercuts de catarse. Resta somente ressalvar que “Sheets Of Easter” é cantada, ouonomeitopada estoicamente por todos os elementos excepto (e compreensivamente) o baterista, claro que a coisa acaba por assumir vários loops, quinze minutos daquilo seria humanamente impossível, mas para todos os efeitos foi um momento verdadeiramente impactante. Fiquem com o restante alinhamento:

“Caesar’s”
“The River”
“Cedars”
“Ghost In Room”
“Secon Travel”
“I Will Haunt You”
“Cock Fight”
“All Data”
“Reputations”