Como duvidar de um tipo que fez His Hero Is Gone Tragedy? Nem o mais competente dos iconoclastas, o mais incorrígível dos anarcas, tem coragem para fingir que o Todd Burdette é só outro no meio de tantos. O gajo é especial, pá. A mais recente e, porque não, a mais pastosa consequência desse talento chama-se Nightfell e não é por ela que o mundo fica agradável. Continua frio, cheio de cabrõezinhos prontos para nos espetar a casca de banana à frente dos pés [os “Professional Mind Fuckers“], na eminência de uma estrábica guerra global que nos fará ter inveja de qualquer cenário traçado pelo Cormac McCarthy. O pós-apocalipse é a realidade onde o Burdette vive, sempre assim foi, agora impressa a papel quimíco num doom meio épico porque, bem… o pandemónio é sedutoramente atraente ou não ficaríamos hipnotizados por desastres de automóvel e coisas que explodem na China. Ele quer-nos dizer, entre orquestrações à Neurosis, que algo de horrível está para acontecer. O melhor é começarmos a comprar latas de atum, umas quantas facas de categoria, cavar um bunker e ficar com este “Darkness Evermore” até ser dia outra vez.