Final de tarde de Domingo com aquela tchubinha miudinha é o ideal para vermos o concerto na sala do tigre. Muito acanhadas perante a sala esgotada, as quatro meninas de Seattle concentram-se e esforçam-se para trazerem o seu melhor até nós. Contudo os problemas técnicos notórios, com o volume do teclado e do microfone, teimaram em persisitir.

A recepção calorosa dos presentes fez com que rapidamente relaxassem e Shena Cleveland aproveitou o momento e pediu ao público para se dividir em dois: uns para esquerda e outros para a direita, formando uma linha no meio. É então que ela lança o primeiro de alguns desafios do início da noite –  inspirado no mediático programa “Soul Train” os mais distantes do palco desfilam ao som de “Sunstroke”. O entusiasmo propaga-se com “Sure As Spring”, o pessoal tira o pé do chão com “It’s Alive”, acompanhado pela técnica do twist personalizado das La Luz. Embaladas no fôlego, colocam o público novamente à prova com um crowdsurfing onde o vencedor foi premiado com um brinde à sua escolha na banca do merchandise.

Os momentos mais melancólicos, igualmente envolventes, ficaram reservados para as malhas como “Sleep Till They Die” e “Don’t Wanna Be Anywhere”, resultante do último disco “Weirdo Shrine”. A empatia e a cumplicidade entre as quatro deixou-se transparecer ao longo de uma hora, deixando um sentimento ternura na sua despedida.