Bicéfalo animal, Jucifer morde na dissonância e enxagua no suor. De órbitas reviradas, submissas ao embalo sludge, Edgar Livengood assegura-nos de que a perfeição ficou à porta do Sabotage: o micro esquiva-se-lhe, o drumkit quer miminhos e a t-shirt dos Dropdead carrega mais água do que as monções de Kuala Lumpur. Deselegante, cacofónico e de feedback pungente, um gig de Jucifer quer-se feio para ser bom. Foi vil.

Ajoelhada, Amber Valentine, Queen of Amp Mountain, acarinha os seus filhotes. Eles, os amplificadores, irrigam tonalidades baixas e molestam ouvidos impreparados. Razoavelmente preenchida, a sala lá entrega a cervical ao doom – é que a tarola de Livengood é mais tirânica do que Sgt. Hartman e nem as baquetas aguentam a imposição dos compassos. Caem por terra, lascadas e desertoras, logo reavidas para o choque grind. As mordaças blast beat agitam os longos cabelos de Amber e esmurraçam quem já só queria o preguiçoso contrabalanço. Armistício? Apenas ao fim de sessenta minutos. Tréguas restabelecidas sob batuta do silêncio, dialecto que os Jucifer jamais falarão. Quer nos contem desventuras sulistas ou russas agruras.

De formação renovada, houve nos A Tree of Signs vontade de mergulhar nos 70s. O groove dos portugueses burila as entranhas dos Coven e resgata o soturno espectro de Jinx Dawson, sempre de psique ocultista em riste. Consonante, a voz de Diana Silveira é predicado seguro para as viagens onde o baixo é timoneiro e onde a guitarra não faz assim tanta falta à romaria setentista.