Os Fuck Buttons são uns dos responsáveis por transformar o noise em algo de fácil audição. Desta feita, Benjamin John Power, um dos elementos que compõe a referida banda, criou Blanck Mass para explorar as suas concepções musicais. O nome Fuck Buttons, serve apenas para enquadrar e criar uma referência. De facto, este álbum homónimo corresponde a uma ínfima parte das sonoridades tipo da referida banda. Não se espere nem batidas empolgantes, nem drone, nem noise, mas sim um som ambiental com uma beleza fascinante.

De facto, este álbum homónimo é puramente ambiental, correspondendo a uma viagem cósmica e melancólica, sem um destino previamente definido. Sendo complicado encarar este álbum apenas como uma viagem sonora, é um daqueles discos que merece uma companhia exterior. Será porventura um dos melhores parceiros para uma viagem solitária por um qualquer local inóspito, numa qualquer estação do ano.

Tal como Benjamin John Power reconhece, este álbum representa uma clara imagem de si. Se assim for, estamos perante uma pessoa afortunada e capaz de transmitir uma acalmia excepcional a todos aqueles que estiverem na disposição de encontrarem neste álbum a sua faceta mais nostálgica.